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Sega Digitizer System

Através de pesquisa em antigas revistas dedicadas aos videogames (Beep! de  abril de 1985, Arcades 7 de abril de 1988, Mega Force 4 de  janeiro de 1992), o blog Video Games Densetsu detalhou os hardwares utilizados pelos artistas da Sega que davam suporte à criação da pixel art desenvolvida para três gerações de consoles nos 80s e 90s – SG-1000, Master System e Mega Drive (além da placa arcade System-16, na qual o último fora baseado).

Sega SG-1000 - Master System - Mega Drive

O hardware utilizado era chamado Sega Digitizer System – tendo havido três versões do mesmo – o qual era acoplado à um NEC-98 PC que posssuia um HD capaz de armazenar os arquivos, os quais eram criados desenhando-se cada frame diretamente na tela, ponto a ponto. Detalhes do processo podem ser vistos nas imagens abaixo, para os games Pitfall II (Arcade/System 1, 1985), Fantasy Zone (Arcade/System 16, 1986) Golden Axe II (Mega Drive, 1992):

Pitfall II 02NEC-98Sega Digitizer System 01Golden Axe II 02Golden Axe II 01Golden Axe II 03


Atari Action Figures - Dan Polydoris

O colecionador Dan Polydoris do Chigago Toy Collection descreve a si mesmo como um “acumulador de um volume obsceno de toys“, como pode ser comprovado abaixo:

Chicago Toy Collection 01

Porém não satisfeito com sua incrível coleção dedica-se também a criar toys customizados com resultados impressionantes, como é o caso da sua Atari Action Figure Collection – um tributo retro-gamer aos seus jogos de Atari 2600 favoritos, criados à partir de action figures reais da linha Kenner Star Wars. Conforme comenta Gergo Vas, para o Kotaku:

Uma linha completa de action figures  – e talvez alguns veículos – baseada nesses games teria sido divertido, colocada ao lado dos toys de G.I. Joe e He-Man. Ainda que devido ao limitado poder do Atari 2600 só pudéssemos vê-los nos games como pixels gigantes.

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Uma pena que não tivessem sido produzidos de fato lá no 80s quando a Atari reinava suprema – teriam feito um baita sucesso:

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diggin-in-the-carts

“O Japão é uma nação que influenciou o mundo de diversas maneiras seja pela culinária, pela tecnologia ou por sua contribuição à cultura pop, como nos videogames.

Para muito de nós a música dos videogames era muito mais ouvida em nossas casas enquanto crescíamos do que qualquer outra forma de música. E ainda assim para a maioria de nós os compositores responsáveis por essas melodias imortais permanecem na obscuridade.

O documentário visa trazer à luz os homens e mulheres que inspiraram uma geração inteira enquanto criavam possivelmente o maior produto musical de exportação do Japão.”

Assim começa “Diggin’ in The Carts” (‘Escavando/Curtindo os Cartuchos’, em tradução livre), inspirado documentário que pode ser assistido abaixo ou em seu site oficial – dirigido pelo neozelandês Nick Dwyer e destacado em artigo recente da Folha.

YM3438 FM discrete vs integrated

O chip Yamaha YM3438 – integrado na placa-mãe à D – era o responsável pelas incríveis músicas dos jogos do Sega Megadrive [fotos por MaxWar do forum Sega-16.com – clique na imagem para mais info]

O filme presta uma mais do que justa homenagem aos músicos e compositores pioneiros da indústria dos videogames numa época em que era necessário programar diretamente nos chips, cujas limitações e especificações acabaram por criar um gênero único – o chiptune – altamente influente na cena da música eletrônica contemporânea.

Yuzo Koshiro - SOR1

Yuzo Koshiro compôs a inesquecível abertura de Streets of Rage 1 inspirado no som das danceterias dos 90s [clique na imagem para ouvir]

Conheça os mestres por trás de trilhas sonoras icônicas tais como as de Outrun (1986, Hiroshi Kawagushi)Final Fantasy (1987, Nobuo Uematsu) e Streets of Rage (1991, Yuzo Koshiro) e suas mais incríveis e variadas influências que vão do reggae de Sly Dunbar ao progressivo do Deep Purple, passando pelo rock gótico e de arena – e delicie-se com os chiptunes que embalaram os anos 80 e 90 como nunca mais desde então!


Ze Eduardo & Fechado Pra BalançoÉ com muito prazer que trago ao blog o som swingado, dançante e extremamente marcante do meu amigo músico e cantor Zé Eduardo Sambasoul e sua banda Fechado Pra Balanço.

Herdeiros diretos do melhor já produzido no gênero nos 70s e 80s (Tim Maia, Jorge Benjor, Cassiano), Zé Eduardo & Fechado Pra Balanço homenageiam ao mesmo tempo que atualizam o samba-soul com arranjos potentes e coesos que recebem influências do rock nas guitarras por um lado e do melhor da black music no baixo, metais e teclados por outro, sem perder o pé dançante do samba e do soul genuinamente brasileiros.

Capim Santo(de Marcos Tani) é faixa autoral que pode ser apreciada no vídeo abaixo  sendo o melhor exemplo do casamento perfeito da voz do com o talento de Rafa Moraes no arranjo e na guitarra, Tuto Ferraz na bateria e percussão, Serginho Carvalho no baixo e Tércio Gumarães no sax e flauta a serviço do melhor samba-soul/samba-rock contemporâneo – impossível ouvir e não se contagiar!

Mais em: Zé Eduardo e Projeto Fechado Pra Balanço

Contato: show@zeeduardooficial.com.br


É com muita alegria e imenso prazer que posto a segunda colaboração trazida ao blog: todo o material a seguir foi preparado pelo amigo Edu, profissional de TI e programador, que sabe o quanto aprecio história e tecnologia. Numa visita ao museu da Scopus ele nos trouxe vídeos, imagens e informações sobre micros e terminais produzidos de 1972 a 1992, que mostram um importante pedaço da história da informática no Brasil. Numa época em que vivíamos sob ditadura, reserva de mercado, milagre e depois crise com hiperinflação, ele relata que:

… é interessante conhecer a origem da Scopus com o ‘Patinho Feio’, o primeiro computador brasileiro criado pelos mesmos professores da USP fundadores da empresa (em oposição ao campineiro ‘Cisne Branco’). Hoje a Scopus produz os ATMs do Bradesco bem como projetos conceituais dos sistemas do Banco.

Uma deliciosa viagem no tempo pelos primórdios da computação no país!

TVA 32 (1972)

Feita pela Edson, Célio e Joseph Engenheiros precedeu a fundação da Scopus.

Projetado para uso via linha telefônica (tinha um modem embutido, não tendo interface serial tipo RS232), era usado para acesso ao BOVESPA.

 

 

Protótipo TVA 80 (1975)

Fundação da empresa em 22 de Setembro

Foi usado para a conexão com a rede ARPA predecessora da Internet. 

 

 

 

 

TVA 80 (1976) – Terminal de vídeo de uso geral

Primeira versão comercial

Tela tubo catódico 12” fósforo branco

Teclado de 73 teclas composto de teclado numérico tipo calculadora e teclas de console

Interface: opera no código ASCII, transmissão assíncrona

 

TVA 1800 (1978)

Terminal de vídeo de uso geral

Alfanumérico controlado por microprocessador e compatível com equipamento Burroughs (atual UNISYS) , usando uma interface TDI

Tela de 12” contendo 24 linhas de 80 caracteres com uma linha adicional para mensagens internas do terminal.

Teclado de 88 teclas, operando por saturação de núcleo magnético, sem contato mecânico. 

 

TVA 800 (1977)

Primeiro terminal de vídeo inteligente da Scopus.

Aproveitando a nascente tecnologia de microprocessadores a Scopus desenvolveu um novo terminal de vídeo com uma característica inovadora, mesmo no mercado internacional: o uso de um microprocessador para controlar as complexas funções de comunicação com o sistema central. O TVA 800 era um modelo compatível com a Burroughs. 

 

 

AI 3287 (1980)

Adaptador de Impressora.

Permite a conexão de impressoras convencionais que possuam interface padrão centronics ao processador de comunicação PC3274-61C da Scopus às unidades de controle IBM 3274 ou 3276.

 

 

 

 

Sagita 180 (1979)

Terminal de vídeo alfanumérico controlado por microprocessador, compatível com computadores Burroughs.

Lançado com o objetivo de oferecer um produto compacto, de fácil manutenção, custos reduzidos e grande versatilidade, pois todos os módulos eletrônicos do terminal estavam acoplados em uma única placa de circuito impresso.

  

Microscopus – uC10 (1981)

Unidade central de processamento.

Primeiro equipamento da linha Microscopus que marca o ingresso da empresa no mercado de microcomputadores de uso geral.

Os equipamentos desta linha utilizam o microprocessador de 8 bits Intel 8085 funcionando a 5 Mhz e com 64 kb de memória principal.

 

Microscopus uC20 (1981)

Unidade de Diskete

Parte integrante do uC10 o uC20 é uma unidade de leitura e gravação de discos magnéticos flexíveis de 8” para gravação em densidade dupla ou simples.

Capacidade de cada diskete em densidade dupla 360 kb perfazendo um total da unidade de 1,44 Mb (o mesmo que um diskete de 3 ½”)

 

 

 

Microscopus uC200 (1982)

Configuração compacta da Microscopus com todos os componentes em um mesmo gabinete e de fácil operação.

Pode operar com duas opções de diskete 5 ¼” e 8”.

 

 

Micro Engenho I  (1982)

Computador pessoal de 8 bits da Scopus compatível com a linha Apple II.

Lançado no 1.o semestre de 1982.

Utilizava TV(s) comuns como monitor de vídeo.

Foi o primeiro computador pessoal compatível com o padrão de TV PAL-M.

Nexus 1600 (1983)

Microcomputador de 16 bits.

Primeiro microcomputador nacional, compatível com IBM-PC, o Nexus 1600 apresenta as seguintes características.

Microprocessador Intel 8088 (4,77 ou 8 Mhz)

64 Kbytes de memória EPROM

256 kbytes de memória RAM

2 interfaces de comunicação serial assíncrona e síncrona/ assíncrona, padrão RS-232C

5 conectores para placa de expansão

Não possuía +D

Spectrum ed (1985)

Microcomputador compatível com Apple II e

Equipamento compacto leve e fácil de ser transportado executa pacotes integrados exclusivos do Apple II e   programas gráficos de alta resolução.

Executa o sistema operacional SISPE, projetado pela Scopus e compatível com o sistema ProDOS, da Apple.

 

Micro Engenho II (1985)

Evolução do Micro Engenho I

O microengenho II tinha como opcional uma placa modem de 1200/75 bps que podia ser utilizada para acessar o videotexto da Telesp e a rede Cirandão.

Acompanhava também o software BASICOM. Este software integrado à linguagem BASIC do Micro Engenho, permitia a criação de um emulador de terminal com 2 linhas de programa em BASIC. Foi utilizado pela Bolsa de Valores do Rio de Janeiro para processador de tela e terminal.

TVA 3078 (1986)

Produto com uma série de inovações tecnológicas

Não possuía peças móveis (potenciômetros, etc..) aumentando consideravelmente a vida útil.

Os ajustes de brilho, contraste e volume dos altofalantes eram feitos pelo teclado.

O terminal era ligado e desligado pelo acionamento de uma tecla do teclado.

Não possuía ventilador. A mecânica foi projetada especialmente para que o fluxo de ar resfriasse automaticamente o equipamento.

Podia ser conectado à rede elétrica 110/220 V e utilizava fonte chaveada de alta eficiência.

Nexus 486 (1992)

Marca a transição da Scopus para a fabricação de computadores em regime de OEM.

HD 540 Mb

64 Mb de RAM

Video de 128 Kb


O que anda rolando direto na minha caixa é o som do grupo Swing Out Sister. O duo britânico (Corinne Drewery, vocais e Andy Connell, teclado) formado em 1985 (inicialmente contando com a participação de Martin Jackson, baterista que saiu do grupo tempos depois) continua na ativa, porém sua época de ouro foi durante os anos 80 e 90.

Uma levada jazz-pop imediatamente reconhecível, vocais super apurados, cordas climáticas e uma seção de metais matadores: quase sempre juntos, esses elementos se combinam à uma voz sexy, jovial e luminosa, tornando esses elementos marcas registradas do grupo.

Um dia quente e ensolarado, andar descontraído na beira-mar, estar levemente apaixonado ou simplesmente festejar… são algumas das sensações que me evocam o som do grupo. Outra impressão é que beberam na mesma fonte da superbanda dos 70’s Earth, Wind & Fire e remodelaram seu som para um pop mais enxuto e adequado aos 80’s.

Abaixo vai minha lista das 5 músicas imperdíveis do Swing Out Sister, cujo nome foi tirado de uma comédia musical de 1945 ambientada num clube de jazz (*).

1 – Always (Shapes and Patterns, 1997)

2 – Somewhere In The World (Shapes and Patterns, 1997)

3 – La La La Means I Love You (The Living Return, 1994)

4 – Am I The Same Girl (Get in Touch with Yourself, 1992)

5 – Breakout (It’s Better to Travel, 1987)

(* ) Por conta disso, creio que a tradução mais aproximada que consigo seria imaginar um show de uma big band nos anos 40 no exato momento em que o band leader indica para os músicos o ataque à partitura e simultaneamente pisca para sua lead singer, dizendo:  manda ver, mana! … mas deixo isso aberto a melhores interpretações …:)


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