Jetstortopia


Quem conhece o Dreamcast sabe que a Sega se esforçou ao máximo na época para dotá-lo com as melhores e mais variadas funcionalidades que até hoje são admiradas por usuários e programadores fãs do console, tais como a ampla conectividade online tanto discada como banda larga, sinergia com os arcades da placa Naomi para facilitação dos ports dos jogos e arquitetura 128 bit amigável para a programação, corrigindo o que ocorreu na geração anterior do Saturn, que era um 32 bit muito potente mas notoriamente difícil de programar.

Neste último quesito, a Sega foi além e buscou mesmo uma parceria com a Microsoft para dotar o Dreamcast de uma versão customizada do Windows CE, uma versão do Windows leve e compacta com kernel próprio otimizado para baixo consumo de energia e arquiteturas variadas, tornando o console ainda mais amigável a conversões de jogos de PC.

Porém como este sistema perdia muito em desempenho para o devkit Katana proprietário do console, acabou sendo subutilizado – ainda mais considerando-se o ciclo de vida mais curto do Dreamcast, descontinuado após pouco mais de dois anos no mercado devido à difícil situação econômica em que se encontrava a Sega no período.

No entanto, graças a uma dica do Scrivani DC, o dev que mais manja de Dreamcast no Brasil, chegou ao nosso conhecimento o trabalho do dev maxim qaxd, o qual foi capaz de desenvolver uma primeira versão de uma interface desktop estilo Windows completa e funcional para o Dreamcast, algo que muitos fãs do console sempre sonharam em poder utilizar desde viram o logo do Windows CE estampado em todas as letras em seu gabinete, e é exatamente essa interface que estamos vendo aqui – capaz mesmo de rodar alguns arquivos de mídia e em breve podendo navegar na internet através do BBA, o modem banda larga do Dreamcast.


Metal Canary é um game no estilo shoot em up vertical, também conhecido como shmup ou jogo de navinha, cujo projeto é totalmente independente – criado pelo dev Luis Nai e produzido pela Nai Adventure com publicação pela Big Uncle Games do tiozão da Casa do Videogame e prensagem industrial pela Master Retro Games.

O jogo em mídia física conta com um manual em cores, um pôster, um adesivo e uma HQ narrando a estória do jogo e teve seu lançamento na última Retrocon que rolou em julho de 2026, onde as primeiras unidades foram vendidas para quem esteve por lá no estande da produtora – sendo que cópias do jogo podem ser adquiridas na própria Casa do Videogame em São Paulo ou através do Instagram da loja.

Shmup é um gênero do qual o Dreamcast conta com vários representantes ilustres em sua biblioteca, tais como Giga Wing, Ikaruga e Ghost Blade dentre inúmeros outros, e ao lado deles o Metal Canary agora brilha, pois jogo é é muito divertido ainda que exigente, com uma uma gameplay clássica onde o modo normal já é bem desafiante e contando com uma trilha sonora empolgante e digna do gênero. O jogo traz ainda suporte ao teclado do Dreamcast para aqueles que preferem um desafio ainda maior, podendo também ser jogado no arcade stick para uma experiência mais raiz, além é claro do joystick padrão ou sem fio.

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O Afterplay é um front-end de emulação com funcionalidades de fácil acesso e que pode ser instalado no Windows, Mac, iOS, Linux ou Android e também ser utilizado simplesmente em um navegador.

Rodando o RetroArch que fica a cargo da emulação, através do Afterplay é possível fazer o upload de qualquer ROM que estiver disponível no PC para ser jogado no serviço, dentro dos cores que ele oferece até agora e que vão do Atari ao PS1. Também pode ser feito um upload em bloco, e o aplicativo se encarregará de carregar as capas e as informações de cada jogo, que podem ser editadas livremente.

Além da customização da aparência, da possibilidade de comprar jogos indie a partir de loja própria e mesmo da aplicação de filtros – esta última sendo uma função paga – a função mais interessante é o cross-play instantâneo através de diversos dispositivos. Uma vez instalado o app e logado em sua conta, é possível retomar qualquer jogo a partir de um save automático – isso vale também para dispositivos móveis, como tablets e celulares, neste último caso podendo ser habilitadas funções touch screen.

A utilização de cores da 5a geração em diante parece encontrar dificuldades como lentidão e travamentos de áudio e video devido à alta demanda de processamento limitada pelo streaming através de rede, que é o modo como o serviço funciona – mesmo assim, parece funcionar muito bem com jogos mais leves até a 4a geração, o que já pode justificar o uso do aplicativo por sua praticidade e funcionalidades.


Entre 10 a 12 de julho de 2026 o 27o Festival do Japão celebrou os 118 anos de imigração japonesa no Brasil, com um público estimado de 180 mil pessoas nos 3 dias do evento – trata-se do maior festival do tipo fora do Japão, contando com o melhor da gastronomia, tecnologia e cultura japonesas.


Uma dica ótima para os donos de Xbox Series X/S que utilizam seus consoles em modo dev para rodar suas roms nos diversos emuladores disponíveis – de GameCube a Xbox 360, passando por Dreamcast, PS2, PSP, Sega Model 3 e contando com o frontend RetroArch, dentre outros – é o Xbox Homebrew Vault.

O aplicativo com versões para para Linux, Mac e Windows facilita a instalação de emuladores, homebrews e outros apps diretamente no console sem necessidade de logar no site da Microsoft – no video abaixo trazemos um breve tutorial de como baixá-lo, innstalá-lo e utilizar suas diversas funções.


Apesar da bilheteria abaixo do esperado, público e crítica gostaram do novo filme do He-Man e os Mestres do Universo recém lançado. Bem como a própria Amazon que, como produtora, se disse satisfeita com o resultado e que não só de bilheteria vive a franquia, mas também do futuro lançamento em seu serviço de streaming – bem como das vendas dos toys que fãs como eu estão comprando, alguns dos quais podem ser vistos no short abaixo:


Continuando uma série de livros iniciada em 2020 com Marvel Os Primeiros 80 anos, publicada por aqui no ano seguinte pela Editora Culturama, em março de 2026 a editora norte-americana Titan publicou Iron Man The First 60 Years ou Homem de Ferro os Primeiros 60 Anos, o qual segundo a mesma. trata-se de:

Uma celebração dos 60 anos de alta tecnologia do personagem, analisando em detalhes suas maiores batalhas, seus inimigos mais mortais e seus aliados mais improváveis. Profusamente ilustrado com arte deslumbrante, esta homenagem a um dos personagens mais icônicos da Marvel também inclui perfis dos talentosos criadores por trás das aventuras contínuas do Vingador de Ferro.


A nova produção cinematográfica do He-Man e os Mestres do Universo em 2026 está criando um renovado interesse pelo personagem, e o vídeo abaixo explora um pouco da mitologia desse universo surgido como uma linha de bonecos pela Mattel em 1982 – que por sua vez inspirou o famoso desenho animando de 1983 e um primeiro filme em 1987.

Produzido pela Filmation com o extenso uso de rotoscopia – técnica que superimpõe o traço em cima de material live action a fim de obter uma sensação de movimento realista único, muito similar ao que foi obtido anos depois com Príncipe da Pérsia nos games – o desenho original foi um sucesso absoluto que levou o personagem também aos quadrinhos, além de ter originado sequências em 1990 e 2002.

Parte desse material das HQs foi publicado em 32 números pela Editora Abril entre 1986 e 1988, inicialmente com material da editora francesa Euredif de pegada mais infantil, e depois com material de melhor qualidade da Marvel com roteiros de Mike Carlin e arte de Ron Wilson junto com material de ótima qualidade produzido no Brasil, com roteiros de José Menezes e Luiz Antonio Farah de Aguiar, e arte dos mestres Rodolfo Zalla e Watson Portela, dentre outros craques nacionais, além de material da London Edition Magazines.

Sem esquecer que He-Man foi parar nos games em 1983 em um jogo abaixo da média no Atari – com uma versão bem melhor no Intellivision – e em 2002 no PS2, em um hack and slash 3D original e exclusivo para que diverte bem mais, além de títulos para Commodore 64 e Game Boy, dentre outros.

Já a partir de de 2015 a Dark Horse reuniu todos os mini quadrinhos norte-americanos que originalmente vinham encartados junto com os bonecos, em uma coletânea primorosa em capa dura que reúne nomes como o roteirista Gary Cohn e o artista Mark Teixera. Além disso, a editora também vem publicando edições lindíssimas que aprofundam os aspectos artísticos do universo do personagem, como o da Arte e Origens do Masterverso e o Guia Completo das Animações Clássicas de He-Man e She-Ra, dentre outros – todos itens altamente colecionáveis para os fãs do personagem e seu universo.


No video abaixo vamos dar uma olhada no material da Marvel publicado pela Editora Bloch nos anos 70. Foram 15 títulos de super-heróis, além de Conan, entre 1975 e 1978, sendo o Homem-Aranha o mais longevo com 33 números. Segundo o Guia dos Quadrinhos:

” Criada por um dos mais importantes conglomerados da imprensa brasileira, o grupo Bloch, que começou a ser erguido pelo imigrante russo Adolpho Bloch em 1952, a Editora Bloch adquiriu a partir de 1975 os direitos de publicação da Marvel Comics com uma proposta inovadora: todos os personagens Marvel teriam revistas própria. Com o tempo, a maioria dos títulos de super-heróis foi cancelada, substituidos por títulos de horror e monstros, e em parte por causa destas decisões, em 1978 a Marvel rescindiria o contrato com a Bloch.”

Segundo o excelente Almanaque das Curiosidades Marvel Brasil de Alexandre Morgado, no primeiro semestre de 1975 foram iniciadas as publicações de Capitão América, Homem-Aranha e Mestre do Kung Fu em fevereiro: O Poderoso Thor e O Incrível Hulk em marco e abril; e Homem de Ferro, Tocha Humana, Namor e Demolidor em maio e junho. Já no segundo semestre foram lançados Ka-Zar em outubro e Vingadores em novembro, além de Punhos de Aço em 1977 e Motoqueiro Fantasma em 1978.

As edições da Bloch são folclóricas pelas liberdades editoriais que resultaram em opções bizarras de colorização e uso de expressões idiomáticas e gírias muito peculiares da época, além de escolhas de nomes de personagens diferentes do convencional.

Hoje em dia são verdadeiras pérolas setentistas que encapsulam perfeitamente o clima cultural daquela década. E olhando no detalhe, nem mesmo as editoras posteriores que passaram a publicar a Marvel no final dos anos 70, escapam das críticas às suas adaptações editoriais, ainda que nada tão chamativo como as escolhas da Bloch.


Utilizando um PC com processador i5 4590T, 16Gb RAM, HD de 500Gb e uma GeForce 1030GT com 2Gb de memória de vídeo, vamos no video abaixo testar a migração de um Windows 10 para a versão IoT LTSC 21H2 2021 64 bit – que oferece suporte prolongado de atualizações de segurança até 2032.

Tendo baixado uma ISO da versão LTSC do Windows 10 PT-BR do Internet Archive, vamos usar o aplicativo Winboot sugerido pelo canal Sayro Digital – que funciona como um pré -instalador que permite que se possa escolher a versão desejada e a maneira como será instalada – para poder preservar todo o conteúdo e configurações anteriores do Windows 10 Home previamente instalado.

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