Jetstortopia


Em quatro dos diversos volumes da coleção Disney Masters da Fantagraphics são reunidas algumas das melhores estórias do Mickey produzidas entre 1953 a 1966 pelo mestre Paul Murry [1911-1989] – celebrado como o “Outro Homem do Camundongo” (depois de Floyd Gottfredson) – quase sempre em parceria com o roteirista Carl Fallberg [1915-1996].

Com sua imensa produção por mais de 30 anos à frente do personagem e seu traço limpo, elegante e encantador, Murry consolidou o Mickey detetive e consagrou as personalidades de personagens tais como Minnie, Pateta e Superpateta, Chiquinho e Francisquinho, Clarabela, Coronel Cintra, João Bafo-de-Onça e Mancha Negra em aventuras dinâmicas, tramas complexas e lindos cenários que vão da vastidão do oeste à exuberância dos trópicos e à imensidão espacial.

Destaques das contracapas

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Por conta do complicado ano que foi 2020, alguns posts produzidos ano passado acabaram ficando no limbo – este é um deles, programado originalmente para agosto daquele ano e só agora vindo a ser postado

O modder francês Xrider conseguiu a proeza de criar um modem banda larga customizado para seu Dreamcast, o qual continua ativo para jogatina online de vários dos seus títulos – mesmo décadas após os servidores originais terem sido fechados – graças ao esforço da comunidade de gamers amantes do console.

O Dreamcast possui um modem banda larga proprietário, o BBA (BroadBand Adapter), porém o mesmo foi produzido em quantidades pequenas, em um curto espaço de tempo e apenas para o mercado japonês e norte-americano – o que o torna um dos items mais caros e cobiçados pelos usuários do aparelho.

A solução do modder foi utilizar peças da placa Atomiswave da Sega-Sammy – que nada mais é do que o exato hardware do Dreamcast adaptado para uso em máquinas arcade, onde um slot para cartuchos entra no lugar do drive óptico – adaptando a placa do modem banda larga da mesma para uso na conexão proprietária do Dreamcast. O resultado poder ser visto no vídeo e imagens abaixo:


Por conta do complicado ano que foi 2020, alguns posts produzidos ano passado acabaram ficando no limbo – este é um deles, programado originalmente para julho daquele ano e só agora vindo a ser postado

A LEGO está lançando um novo set do Marvel Studios Iron Man, que permite construir uma de três possíveis imagens do Homem de Ferro em diferentes poses e armaduras, segundo o CBR.

O set pode ser configurado para a montagem das armaduras Mark III, Hulkbuster Mark I ou Mark LXXXV  – existe também a opção de combinar três sets diferentes em uma peça só, descrita como “Homem de Ferro Ultimate.


Os fãs de Jornada nas Estrelas podem ir preparando a fronteira final na sua estante, simultaneamente ao enorme espaço vazio em seu  bolso – a Playmobil está audaciosamente lançando em setembro uma Enterprise com tamanho, preço e recursos que nenhum toy da franquia jamais teve, segundo Gizmodo.

A clássica Enterprise NCC-1701 portará um metro de comprimento por meio de largura, LEDs nos painéis, corpo e naceles e sete personagens da série original (Kirk, McCoy, Uhura, Scotty, Sulu, Chekov e Spock – além dos fofos alienígenas Tribbles), quase ao custo de uma nave real classe Constitution da Federação – US$500.

A nave possui ainda inúmeros efeitos sonoros clássicos, uma seção de Engenharia que é revelada através de um painel removível e pode ser pendurada como um móbile – para aumentar a imersão de explorar-se a Galáxia em dobra máxima.


Por conta do complicado ano que foi 2020, alguns posts produzidos ano passado acabaram ficando no limbo – este é um deles, programado originalmente para março daquele ano e só agora vindo a ser postado

O mestre Yu Suzuki havia prometido naquela agora lendária E3 de 2015 que a tão aguardada continuação da saga épica de Shenmue – um dos mais grandiosos, imersivos e influentes games de todos os tempos, com dois volumes lançados há mais de uma década e sem perspectiva concreta de renascimento até então – seria finalmente retomada, e sua palavra foi cumprida.

Para delírio dos fãs e com ajuda deles – e com o reconhecimento e aprovação da crítica especializada –Shenmue 3 está entre nós e resgata todo o carisma e profundidade da narrativa e gameplay originais dentro da modernização gráfica e upgrade tecnológico que o engine Unreal 4 pôde proporcionar.

A versão de Kickstater (à E) consiste da cópia física do jogo para PS4 em um case exclusivo, enquanto a versão de Colecionador foi obtida através da Limited Run (abaixo) e consiste na cópia física para PS4, caixa folheada estampada, diorama retroiluminado, capa em papelão high-gloss numerado, réplica dos espelhos de Fênix e Dragão, caixa comemorativa no estilo Sega Dreamcast, card temático do jogo, transfers para tecido com designs da série e stickers.


Por conta do complicado ano que foi 2020, alguns posts produzidos ano passado acabaram ficando no limbo – este é um deles, programado originalmente para janeiro daquele ano e só agora vindo a ser postado

A Retro-Bit tem uma extensa linha de controles e acessórios de qualidade voltados à comunidade retrogamer, e em novembro de 2019 foram adicionados a essa seleção os novos controles sem fio dedicados ao Megadrive e ao Saturn.

Tanto o controle do Megadrive quanto o do Saturn possuem receptores para os respectivos consoles – funcionando em aparelhos brasileiros, americanos, japoneses ou europeus – quanto receptores USB para uso em Sega Megadrive/Genesis Mini, PC/MAC, PS3 e Switch.

Ambos os modelos possuem acabamento perfeito, designs extremamente fiéis aos originais e funcionam sem lags ou delays perceptíveis – seja no PC ou consoles originais – realizando o sonho de qualquer gamer que queira uma solução sem fio de alta qualidade.

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Satiator é um tipo de ODE (Optical Drive Emulator) para o Sega Saturn – há anos em desenvolvimento pelo modder Professor Abrasiveque finalmente teve seu lançamento comercial no início deste ano.

A grande vantagem do Satiator em relação à outras soluções dessa categoria para o console é que ele não exige qualquer tipo de desmontagem e muito menos solda na sua instalação, já que o drive óptico permanece totalmente funcional.

Para isso foi utilizada a entrada traseira para cartucho de Video CD, uma peculiaridade pioneira do Saturn – que permitia ao aparelho tornar-se multimídia na época de seu lançamento em 1995 – o que torna a operação de instalação do Satiator um mero exercício de encaixe, como pode ser visto no video abaixo:

O Satiator possui um menu simples mas funcional, capacidade de atualização do firmware, trabalha com cartões SD de qualquer tipo até 1Tb formatados em FAT 32 e aceita imagens .iso e bin/cue, com alta compatibilidade e performance – o ponto negativo sendo seu custo, já que é vendido a US$260, frete excluso – tornando-se sem dúvida a melhor solução técnica para a preservação do Saturn, até o presente momento.


Em linha com o lançamento do Sega Astro City Mini, a Taito pretende lançar no Japão a mini réplica de seu mais famoso gabinete arcade – o Egret II Mini, segundo The Verge.

O mini-arcade portará uma tela rotativa e um trackball que permitirá jogar os games na sua forma original – também serão disponibilizados controle de expansão, gamepad e arcade stick extras.

Além do slot para cartão SD o Egret II Mini também possui porta USB-C para alimentação, duas portas USB-A para controladores, porta HDMI para saída de TV e entrada para fone de ouvido. 

Os jogos inclusos já confirmados são:

  • Space Invaders
  • Lunar Rescue
  • Qix
  • Elevator Action
  • Chack’n Pop
  • Bubble Bobble
  • Rastan Saga
  • Rainbow Islands Extra
  • New Zealand Story
  • Don Doko Don
  • Violence Fight
  • Cadash
  • Liquid Kids
  • Metal Black
  • Kaiser Knuckle
  • Strike Bowling
  • Arkanoid
  • Plump Pop
  • Syvalion
  • Cameltry
  • Arkanoid Returns

O lançamento será em março de 2022 pela bagatela de US$170, mais US$80 para o arcade stick, US$110 para o controle de expansão e US$30 para o gamepad – havendo ainda um bundle promocional limitado que ao custo de US$450 inclui tudo além de extras como CDs de trilhas sonoras.


Vingadores Ultimato foi o blockbuster de 2019 da Marvel Studios que mostrou o sacrifício de Tony Stark para derrotar Thanos utilizando uma manopla semelhante à criada pelo vilão – e agora o fã poderá vesti-la e reproduzir o estalo ao proferir a icônica frase “Eu sou o Homem de Ferro”, segundo Screenrant. A Hasbro acaba de anunciar a pré-venda a Marvel Legends Series Iron Man Nano Gauntlet, a qual segundo a descrição possui:

18 polegadas de altura, articulação flexível dos dedos, luzes e sons incluindo o ‘Snap!’ e 6 pedras iluminadas removíveis correspondentes às 6 Jóias do Infinito.

A manopla estará disponível no segundo semestre deste ano ao preço de US$124,99 – veja mais imagens abaixo:


Este artigo pretende complementar uma postagem anterior, no qual propusemos que as atuais séries de TV – derivadas das HQs independentes The Boys, Invincible e Jupiter’s Legacy – não pertencem, segundo determinados critérios, ao gênero super-heróis propriamente dito, aprofundando-o e ampliando suas considerações.

Para embasar a proposta de que as séries acima referidas não mais pertencem ao gênero super-heróis, ainda que dele derivem e com ele dialoguem, será então necessário estabelecer alguns parâmetros para esta discussão.

Antes de mais nada é importante reforçar que os quadrinhos de super-heróis são um gênero primordialmente criado e desenvolvido pela indústria gráfica norte-americana e seus artistas ao longo do século XX sendo, como toda HQ, simultaneamente uma forma de arte e um produto de consumo, por isso mesmo estando inseridos de forma única e peculiar dentro do panorama cultural, político e econômico ocidental.

Desde o seu surgimento foi alvo de críticas tanto culturais quanto sócio-políticas, ora sendo desconsiderado como legítima contribuição artística por participar com certo caráter sub-literário e perversivo (junto à HQs em geral), ora sendo considerado como mero instrumento de propaganda ideológica capitalista, tendo tido uma longa jornada de legitimização perante a opinião pública a respeito de seu valor intrínseco.

Na atualidade encontra-se em um surto prolongado de alta popularidade devido ao sucesso de sua migração para mídias de maior poder de penetração, mas nem por isso deixa de sofrer críticas por parte de outras instâncias culturais, tais como diretores cinematográficos, ou de pontos de vista distintos, como do próprio criador de The Boys.

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Vamos propor então uma série de dez características que servirão de guia para esta empreitada, sejam elas de cunho histórico, narrativo ou estético. Para nossa análise, para ser considerada dentro do gênero narrativo super-heróico, uma estória deverá conter elementos de seu núcleo constitutivo, a saber:

míticos, relativa ao mito ou jornada de herói;
fabulares, constituída de elementos fantasiosos ou fantásticos;
inspiracionais, orientada por valores éticos;
superlativos, contendo elementos relativos a super poderes ou super feitos;
esteticamente distintos, por utilizar cores primárias, contrastantes, e elementos visuais facilmente identificáveis, como uniformes ou acessórios característicos.

E poderá conter ou não um ou mais elementos acessórios, narrativos ou estéticos, tais como:

– elementos de ação e aventura;
– de ficção científica;
– de magia e misticismo;
– traço esteticamente próximo ao ideal anatômico;
– narrativa contendo elementos contemporâneos de cultura pop.

É possível assim construir uma espécie de critério de proximidade ou distanciamento ao gênero, sendo que uma estória idealmente com todas as características receberia um índice mais alto, enquanto uma com poucas ou nenhuma característica, fora do gênero ou pertencente a outro gênero, um índice naturalmente mais baixo.

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The Boys (HQ original por Garth Ennis & Darick Robertson, 2009)

Com alto valor de produção, atuações impecáveis e estória envolvente, trata-se de uma obra derivada dos quadrinhos independentes que utiliza algumas características do gênero (superpoderes, uniformes, epítetos) a favor de uma narrativa iconoclasta, pessimista e sombria sobre personagens superpoderosos que abusam de sua condição de poder.

Nitidamente crítica e extremamente desconstrutiva em relação ao gênero super-heróis, The Boys acaba por descrever o mesmo como corolário de um sistema industrial é corporativo alienante e consumista, e portanto destituído dos valores os quais proclama ter – tratando-se então de uma obra completamente fora do mesmo, utilizando-o somente como objeto de crítica e não utilizando praticamente nenhuma característica considerada aqui como do núcleo.
(Índice: 3/10 – fora do gênero ainda que como algumas características dele)

Invincible (HQ orginal por Robert Kirkman & Corey Walker, 2003)

Neste caso trata-se de uma animação de grande qualidade e de uma narrativa próxima a convencional, no sentido de descrever o rito de passagem de um (super)herói da adolescência à fase adulta através de um conflito brutal com seu pai, super poderoso e supostamente super-heróico.

Invincible faz uso de diversos elementos pertencentes ao gênero – super poderes, uniformes, cores primárias, ação e aventura a serviço de uma jornada de herói,  porém o uso excessivo de violência e gore – considerada modernamente necessária para gerar um impacto significativo em novas audiências – acaba por destruir o elemento fabular essencial ao gênero, nesse ponto tornando-se praticamente uma história de terror disfarçada de super-heróica.
(Índice: 5/10 – na fronteira do gênero, ainda que com diversas características dele)

Jupiter’s Legacy (HQ original por Mark Millar & Frank Quitely, 2013)

O Legado de Júpiter é uma série com valores de produção nitidamente mais baixos que as anteriores, mas nem por isso menos interessante ou instigante. Através do conflito de duas gerações de super-heróis e de suas diferentes visões de mundo, a série propõe uma reflexão sobre o papel moderno desses mitos e fabulações.

Legado de Júpiter parece propor que os valores super-heróicos clássicos não funcionam mais no mundo moderno, devido a sua excessiva rigidez e falta de profundidade e nuance política, social e psicológica. Além disso, a falência da velha geração de heróis pode equivaler a falência da velha narrativa do gênero, confinada a regras excessivamente estritas e superadas pelas técnicas narrativas modernas, os critérios aqui utilizados inclusos. Nesse caso, Legado de Júpiter seria um representante moderno de uma nova narrativa super-heróica.
(Índice: 7/10 – ainda que não clássica, pode ser considerada uma narrativa dentro do gênero)

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Após estas últimas considerações, nota-se que estas obras, em seu conjunto, encontram-se nas fronteiras do gênero super-heróico, ora transformando-o a partir de dentro dele a ponto de questioná-lo fortemente, ora procurando negá-lo e superá-lo como um gênero claramente a ser ultrapassado na visão de seus autores.

Paralelamente à isso, o sucesso absoluto da Marvel no cinema e nas séries, e o sucesso relativo da DC em ambos, segue indicando que o gênero clássico super-heróico segue fortalecido e vivo nos tempos atuais, as séries aqui analisadas passando então a serem referidas mais como um epifenômeno do sucesso e longevidade da narrativa clássica do que como sinalizadoras de seu esgotamento ou fracasso.

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